Everest: conheça o roteiro mais acessível para conhecer o Himalaia

Roteiro passa por geleiras, vales e picos nevados a mais de 5.500 metros de altitude. Conheça opções mais acessíveis para fugir dos perigos do Everest
Pouquíssimas pessoas conseguem chegar ao cume do Everest. Mas há outras montanhas igualmente desafiadoras na região

Para os amantes de montanhismo, o Monte Everest é um verdadeiro sonho de consumo quase inacessível. A maior montanha do planeta fica do outro lado do mundo - na fronteira do Nepal com a China -, a incríveis 8.848 metros de altitude. Chegar ao cume requer muita preparação física, fôlego (lembre-se que o ar é rarefeito) e paciência, já que a trilha pode durar semanas. No entanto, se você gostaria de conhecer essa região da Cordilheira do Himalaia, saiba que há opções um pouco menos radicais de escalar essas montanhas.

De antemão, saiba que escalar o "topo do mundo" não custa barato (você deve saber disso se for montanhista). Antes de tudo, é preciso comprar o "kit alpinista", com equipamentos essenciais para suportar a subida. Botas com grampões, cordas, grampos, martelo, muito agasalho e cilindros de oxigênio são fundamentais (é impossível sobreviver sem oxigênio extra a mais de 7.500 metros de altura). Além disso, as passagens aéreas para essa região não são lá muito baratas, e podem custar até R$ 7 mil. Apesar de estar na fronteira com a China, as montanhas que circundam o Everest são bem mais acessíveis pelo Nepal.

Por isso, a cidade de Catmandu, capital do Nepal, será seu ponto de partida. Do Brasil, a viagem pode durar mais de 30 horas. Mas a cidade - apesar de ter sido recentemente atingida por um forte terremoto -, tem seu charme estampado em templos budistas, palácios centenários e na cultura milenar ainda preservada. Aproveite para começar a se aclimatar à altitude (que não ultrapassa os 2 mil metros na capital).

Em seguida, você deve comprar uma passagem aérea para Lukla, a base principal para as expedições pelo Himalaia. A cidade, apesar de pequena, tem boa infraestrutura de lojas e pousadas. Aproveite para comprar mais mantimentos, e fique pelo menos dois dias para se acostumar com a altitude um pouco mais elevada (quase 3 mil metros).

Em Lukla começa a trilha para o Namche Bazaar, uma vila dentro do Parque Nacional de Sagarmatha, onde fica o Everest. Nessa região, a mais de 3.500 metros acima do nível do mar, a falta de oxigênio já mostra seus efeitos, e as montanhas já começam apresentar neve nos picos mais elevados. Por isso, só siga se o corpo reagir bem às condições locais. Aproveite para conhecer um pouco mais sobre a cultura xerpa nessa região.

Pare por pelo menos dois dias, até seguir pela trilha até o vilarejo de Dingboche, a 4.500 metros de altura. Chegar a este ponto só é recomendado para montanhistas experientes, já que o trekking é pesado e a altitude é considerável. Este é o último ponto antes de alcançar o Campo Base do Everest.

O acampamento que serve como ponto de partida para o Everest é o final do trekking para a maioria dos aventureiros. Ele está a 5.150 metros de altitude, e ultrapassar o Campo Base é perigoso até mesmo para os alpinistas mais rodados. Por isso, mesmo se estiver na melhor das condições físicas, consulte uma agência e não faça essas trilhas sem o acompanhamento de guias.

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